A Máquina de Enganar Trouxa – I

A Máquina de Enganar Trouxa Licitações Construtoras

O Blog assume (e comprova) que os corruptos são os políticos e não as construtoras. Que as maracutaias, desde sempre. Partiram dos políticos que a impuseram como condição para vencer as licitações.

Embora as leis os igualem e as emendas de lei foram aperfeiçoadas para proteger os políticos, as construtoras se passam por responsáveis.

Há exceções, é verdade, mas pouquíssimos são os casos de tentativa de suborno: um político molestado acusar uma construtora por tentar seduzi-lo. Pouquíssimos os nenhum.

Além do mais os que embolsam a grana é que são os bandidos e não os que o desembolsam, geralmente forçados.

É penoso afirmar, mas a única opção para a construtora de obras públicas evitar a corrupção é fechando as portas. Sequer pode-se afirmar que a responsabilidade seria repartida: não se justificaria um conluio em que uma das partes fica sujeita a multas altíssimas por atraso no prazo de entrega da obra.

Após anos arregimentando verbas, estudos de viabilidade, projetos, aprovações, licitações, construção, etc., sempre demoradas, a construtora ter que pagar multas exorbitantes por dia de atraso.

Tais multas – provas de que o político é o responsável majoritário – só são aplicadas para evitar que a construção (e suas conseqüentes medições) se estendam à administração seguinte (definida por novas e imprevisíveis eleições) e não seria mais possível reter a “comissão” pactuada, possíveis com somente com as medições e pagamento dos serviços.

 

Veja a segunda parte, A Máquina de Enganar Trouxa – II

Veja a terceira parte, A Máquina de Enganar Trouxa – III

 

Veja também Realizar, Reformar e Resolver

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4 comentários sobre “A Máquina de Enganar Trouxa – I

  1. Não concordo com a afirmação de quem corrompe é o político. Quando uma construtora na licitação, oferece descontos de até 30% no preço já orçado em padrões minimos, é o construtor contando com reajustes e aditivos pactuados com seus corrompidos.

    • Por mais violento que seja o argumento contrário, por mais bem formulado, eu tenho sempre uma resposta que fecha a boca de qualquer um: «Você têm toda a razão».
      – Millôr Fernandes

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